PRO QUE DER E VIER …

”Só me dirijo às pessoas capazes de me entender, e essas poderão ler-me sem perigo.” … …Eu & Marquês de Sade

25/11/09

Surpresa, ao invés da decepção

A decepção se alimenta da esperança. Talvez por isso ela esteja tão presente em nossa vida. Você se decepciona com seu time a cada derrota; com o político, a quem confiou seu voto… O conhecimento guarda um papel razoável nessa história: se você buscasse um maior equilíbrio entre razão e paixão, acabaria por descobrir a gritante fragilidade de seu time de coração, e ao invés de se decepcionar a cada derrota, passaria a saborear até mesmo um sofrível empate. Se você acompanhasse a política mais de perto, saberia com antecedência as enormes dificuldades de seu candidato para, depois de eleito, realizar o que prometeu em campanha.

Podemos diminuir a decepção reduzindo nossas expectativas diante do mundo. Os budistas identificam no desejo a causa de todo sofrimento. Mas aumentar nosso conhecimento não apenas sobre nossas limitações, como sobre as limitações dos que nos cercam, pode produzir efeito semelhante: como esperar de alguém uma resposta que sinto estar muito além de seu equilíbrio e compreensão do mundo?

Ao debelar o sentimento da decepção, nossa maior luta será evitar o outro extremo: a descrença e a negação, elementos que conformam o pessimismo, terrível doença que nos corrói a alma. Nem a expectativa leviana, tampouco a negação castradora: ao contrário disso, nosso desafio se concentra em atingir o equilíbrio necessário para que possamos abrir nosso coração generosamente para a surpresa. Não esperar, mas jamais desacreditar…

Deixar-se surpreender de forma desabrida, sem ressalvas ou reparos, exige de nós a crença inesgotável na capacidade que o homem tem de se superar continuamente. A superação é o mecanismo divino que a vida oferece a cada um, a todo instante, para que se torne, a cada dia, uma pessoa melhor…

Àqueles que nos surpreendem, agradeceremos a alegria por terem renovado em nós a esperança e a fé na vida. Àqueles que não se aproveitam das chances que o mundo oferece, a estes não caberá nem piedade, nem repulsa. Na decepção eles descobrirão seu maior castigo.
(Desconheço Autor)

 

criado por Driane    09:13:02 — Arquivado em: Relacionamentos

23/11/09

Escolhas de uma vida

A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: “Nós somos a soma das nossas decisões”. Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.

 

Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar “minha vida”.

 

Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.

 

As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços… Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.

 

Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o autoconhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: ninguém é o mesmo para sempre.

 

Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.

 

Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua!

 

(Pedro Bial)

criado por Driane    15:28:05 — Arquivado em: Relacionamentos

22/11/09

A Espiral da Ética

 

 

“Não é o cérebro que importa mais, mas sim o que o orienta:

o caráter, o coração, a generosidade, as idéias.”

(Dostoievski)

 

 

A violência e a intolerância têm dominado o mundo. Observe como elas estão ao seu redor. Nos noticiários da televisão, nas páginas dos jornais e das revistas, nas conversas em rodas de amigos.

 

Impotentes que nos sentimos diante de sua escalada, recorremos às leis, contratos firmados entre os homens para regular a convivência em sociedade. Passamosa defender a pena de morte, um maior rigor na aplicação das normas, a antecipação da maioridade penal. Buscamos proteção e sequer percebemos que pouco contribuímos para alcançá-la.

 

O efeito estufa ganha notoriedade e o aquecimento global deixa de ser retórica de cientistas e ecologistas para mostrar sua face real. Estamos comprometendo nossa sustentabilidade e as gerações futuras.

 

Os males que nos afligem decorrem de nossa natureza egoísta. Não basta sermos ambiciosos. Precisamos cultivar a ganância. Queremos sempre mais. Mais posses, mais bens, mais exposição. Mais coisas quantificáveis, palpáveis, que possam ornamentar uma parede ou serem vistas sobre um móvel de mármore. E, em contrapartida, temos menos carinho, companhia, afeto. Beijamos pouco e abraçamos menos ainda.

 

Todo jovem, em algum momento de sua vida, nutre a utopia de construir uma sociedade mais justa onde as diferenças sócio-econômicas sejam abrandadas. Ele sabe de sua força e da importância de suas ações para obter este feito. Mas a idade adulta nos visita e passamos a acreditar que a humanidade não pode ser salva e que uma atitude pontual é insuficiente para surtir efeito.

 

Aqui reside a grande quebra de paradigma. São as pequenas ações individuais, tomadas coletiva e sucessivamente, a gênese da transformação. Lembro-me de um provérbio chinês que diz: “Antes de iniciares a tarefa de mudar o mundo, dá três voltas na tua própria casa”.

 

A este processo contínuo e envolvente denominei “Espiral da Ética”. A imagem da espiral remete a algo flexível e em constante movimento ascendente. E a ética invoca aos preceitos morais que habitam com naturalidade nosso íntimo.

 

Alimentamos esta Espiral da Ética através de nossos comportamentos e atitudes. Obedecendo aos limites de velocidade e não trafegando pelo acostamento. Priorizando pedestres e dando passagem a outro veículo. Respeitando vagas e assentos reservados aos idosos e deficientes físicos. Aguardando o desembarque das pessoas de um elevador e segurando a porta para outras o adentrarem antes de você. Evitando estacionar o carrinho de compras no meio de um corredor no supermercado e impedir a passagem das demais pessoas. Ouvindo com atenção seu interlocutor num debate em vez de preocupar-se apenas em expor suas opiniões.

 

Poderíamos desfilar muitos outros exemplos. E você poderá fazer sua própria lista e começar a colocá-la em prática imediatamente. Inspirado na obra escrita por minha amiga Rosana Braga, intitulada “O Poder da Gentileza”, resolvi chamar a cada uma destas ações de “pílulas de gentileza”.

 

Trata-se de pequenas drágeas encapsuladas na mente e sorvidas pelo coração. O princípio ativo é dado pelo amor, com elevada concentração de generosidade e benevolência. A posologia recomenda administrar uma autêntica overdose diária. Os efeitos colaterais são variados e os estudos a este respeito ainda não foram concluídos. Sabe-se apenas que no curto prazo foram observadas a ocorrência de brilho no olhar, redução da angústia e da ansiedade, surtos freqüentes de entusiasmo e alegria. E no longo prazo, a expectativa de um lugar melhor para se viver.

 

Loren Eiseley foi um antropólogo, arqueólogo e escritor norte-americano, conhecido por suas obras publicadas acerca da teoria evolucionista do homem. Em um de seus escritos, magnificamente retratado em um breve filme intitulado “A História do Jogador de Estrelas”, fragmento de obra de Joel Barker, distribuído com exclusividade no Brasil pela Siamar, ele relata que um poeta caminha pela praia quando encontra um jovem arremessando estrelas-do-mar de volta ao oceano, para salvá-las da maré baixa e forte sol que se avizinham. O homem se aproxima e interpela o rapaz dizendo-lhe que sua atitude é inútil diante da imensidão da costa marítima que acometerá fatalmente a maioria daqueles seres. Portanto, seria impossível que sua ação isolada pudesse fazer alguma diferença. O jovem ouve atentamente seu argumento, inclina-se em direção à areia, recolhe outra estrela-do-mar e a atira longe da rebentação. Então, aproxima-se do homem e lhe diz: “Fez diferença para aquela”.

 

Estou certo de que se conscientizando e agindo em direção a práticas mais nobres e menos superficiais, você encontrará a sua estrela-do-mar. E, com ela, sua essência, a paz e a calma que tanto merece. Ao fazer isso por você, estará fazendo também por mim.
E por todos nós.

*Tom Coelho

criado por Driane    10:59:32 — Arquivado em: Relacionamentos

19/5/09

A sordidez humana

Ando refletindo sobre nossa capacidade para o mal, a sordidez, a humilhação do outro. A tendência para a morte, não para a vida. Para a destruição, não para a criação. Para a mediocridade confortável, não para a audácia e o fervor que podem ser produtivos. Para a violência demente, não para a conciliação e a humanidade. E vi que isso daria livros e mais livros: se um santo filósofo disse que o ser humano é um anjo montado num porco, eu diria que o porco é desproporcionalmente grande para tal anjo.

Que lado nosso é esse, feliz diante da desgraça alheia? Quem é esse em nós (eu não consigo fazer isso, mas nem por essa razão sou santa), que ri quando o outro cai na calçada? Quem é esse que aguarda a gafe alheia para se divertir? Ou se o outro é traído pela pessoa amada ainda aumenta o conto, exagera, e espalha isso aos quatro ventos – talvez correndo para consolar falsamente o atingido?

O que é essa coisa em nós, que dá mais ouvidos ao comentário maligno do que ao elogio, que sofre com o sucesso alheio e corre para cortar a cabeça de qualquer um, sobretudo próximo, que se destacar um pouco que seja da mediocridade geral? Quem é essa criatura em nós que não tem partido nem conhece lealdade, que ri dos honrados, debocha dos fiéis, mente e inventa para manchar a honra de alguém que está trabalhando pelo bem? Desgostamos tanto do outro que não lhe admitimos a alegria, algum tipo de sucesso ou reconhecimento? Quantas vezes ouvimos comentários como: “Ah, sim, ele tem uma mulher carinhosa, mas eu já soube que ele continua muito galinha”. Ou: “Ela conseguiu um bom emprego, deve estar saindo com o chefe ou um assessor dele”. Mais ainda: “O filho deles passou de primeira no vestibular, mas parece que…”. Outras pérolas: “Ela é bem bonita, mas quanto preenchimento, Botox e quanta lipo…”.

Detestamos o bem do outro. O porco em nós exulta e sufoca o anjo, quando conseguimos despertar sobre alguém suspeitas e desconfianças, lançar alguma calúnia ou requentar calúnias que já estavam esquecidas: mas como pode o outro se dar bem, ver seu trabalho reconhecido, ter admiração e aplauso, quando nos refocilamos na nossa nulidade? Nada disso! Queremos provocar sangue, cheirar fezes, causar medo, queremos a fogueira.

Não todos nem sempre. Mas que em nós espreita esse monstro inimaginável e poderoso, ou simplesmente medíocre e covarde, como é a maioria de nós, ah!, espreita. Afia as unhas, palita os dentes, sacode o comprido rabo, ajeita os chifres, lustra os cascos e, quando pode, dá seu bote. Ainda que seja um comentário aparentemente simples e inócuo, uma pequena lembrança pérfida, como dizer “Ah! sim, ele é um médico brilhante, um advogado competente, um político honrado, uma empresária capaz, uma boa mulher, mas eu soube que…”, e aí se lança o malcheiroso petardo.

Isso vai bem mais longe do que calúnias e maledicências. Reside e se manifesta explicitamente no assassino que se imola para matar dezenas de inocentes num templo, incluindo entre as vítimas mulheres e crianças… e se dirá que é por idealismo, pela fé, porque seu Deus quis assim, porque terá em compensação o paraíso para si e seus descendentes. É o que acontece tanto no ladrão de tênis quanto no violador de meninas, e no rapaz drogado (ou não) que, para roubar 20 reais ou um celular, mata uma jovem grávida ou um estudante mal saído da adolescência, liquida a pauladas um casal de velhinhos, invade casas e extermina famílias inteiras que dormem.

A sordidez e a morte cochilam em nós, e nem todos conseguem domesticar isso. Ninguém me diga que o criminoso agiu apenas movido pelas circunstâncias, de resto é uma boa pessoa. Ninguém me diga que o caluniador é um bom pai, um filho amoroso, um profissional honesto, e apenas exala seu mortal veneno porque busca a verdade. Ninguém me diga que somos bonzinhos, e só por acaso lançamos o tiro fatal, feito de aço ou expresso em palavras. Ele nasce desse traço de perversão e sordidez que anima o porco, violento ou covarde, e faz chorar o anjo dentro de nós.

*Lya Luft

criado por Driane    12:42:32 — Arquivado em: Sem categoria

6/2/09

Amigas de infância

Houve um tempo na vida em que quis voltar aos lugares onde me senti feliz. Foi quando descobri que a memória é seletiva, ao mesmo tempo em que traiçoeira – voltar não apenas me revelou que a felicidade é um bem que não pode ser resgatado, como muitas vezes aumentei seu tamanho para acobertar as tristezas que sofri e que por algum motivo jazem ocultas nalgum recanto de minha alma.

Somos diversos, e nessa teia de emoções em que se divide nossa memória ora jogamos luzes em emoções irrecuperáveis, ora condenamos à sombra tristezas mal resolvidas. Sim, a tristeza é uma emoção que requer resolução. Diria mais: exige! Impensável viver com ela à solta pelos cantos de nossa alma, qual um macaco alucinado a desarrumar os móveis de nossa casa, nossas idéias e esperanças, nossos sonhos e desejos.

Ao contrário do que acreditei por muito tempo, a tristeza não me afasta da felicidade. As duas são tão opostas quanto necessárias, vivem grudadas como amigas de infância. Não sabem viver sozinhas, não conseguem sair sem companhia e se dão ao luxo de prescindir do dom da independência…

Infortúnio é ser e estar indiferente. É quando a emoção não nos importa, é quando viver se torna ato burocrático - fugimos dos extremos, acreditando que nos aproximaremos do equilíbrio e da harmonia, da calmaria e da quietude. A felicidade carece da tristeza para se realizar, como a tristeza é a paga que a vida nos cobra pelos desvios cometidos. Mas ao invés de castigo, ela é bênção. Ao contrário de punição, ela é desafio.

A indiferença, como tudo o mais que nos afasta da emoção, é a recusa do descobrir-se, é a repulsa à felicidade como processo evolutivo. É o engano traiçoeiro de que podemos, a qualquer momento, fechar as portas do coração para o mundo e ignorar o que se passa além de nosso umbigo. É a ignorância de nossa incompletude.

Somos vários, somos muitos, e graças a isso somos unos. Na coragem generosa de se abrir para o outro é que conseguimos nos aproximar do que somos. O homem não pode ignorar quem o circunda, como o navegante não pode evitar a tormenta. Somente a intensidade da vida nos permite realizar nossa síntese.

"Conhecendo a nós mesmos e vendo o nosso ser como uma esfera cambiante de opiniões e humores, aprendendo assim a nos menosprezar um pouco, colocamo-nos novamente em equilíbrio com os outros." *Nietzsche

No Amor do Senhor.
012

criado por Driane    09:04:48 — Arquivado em: Sem categoria

3/2/09

Só SAUDADES…


…SAUDADES DE UM FUTURO QUE NÓS NÃO TIVEMOS! …

No amor do Senhor.
012

criado por Driane    09:50:37 — Arquivado em: Sem categoria

31/1/09

As MeLhOrEs CoIsAs Da ViDa

Se apaixonar.
Rir até sentir o rosto doer.
Um banho quente.
Um supermercado sem filas.
Um olhar especial.
Receber cartas.
Dirigir numa estrada bonita.
Escutar sua música preferida no rádio.
Um banho de espuma.
Uma boa conversa.
Um rio ou igarapé.
Achar uma nota de R$100 na sua blusa do inverno passado.
Rir de você mesmo.
Ligações à meia noite que nunca terminam.
Rir sem absolutamente razão nenhuma.
Ter alguém pra dizer que você é bonita.
Rir por alguma coisa que você lembrou.
Os amigos.
Amar pela primeira vez
Ouvir acidentalmente alguém falar bem de você.
Acordar e perceber que ainda faltam algumas horas para dormir.
O primeiro beijo.
Fazer novos amigos ou ficar junto dos velhos.
Conversas à noite com seu colega de quarto que não te deixa dormir.
Alguém brincar com o seu cabelo.
Bons sonhos.
Chocolate quente.
Viagens com os amigos
Dançar.Beijar na boca.
Ir à um bom show.
Ter calafrios ao ver aquela pessoa.
Ganhar um jogo difícil
Passar o tempo com os amigos.
Ver um amigo sorrir ou rir.
Segurar as mãos de um amigo.
Encontrar com um velho amigo e descobrir que tem coisas que nunca
mudam.
Descobrir que o amor é eterno e incondicional.
Abraçar a pessoa que você ama.
Ver a expressão de alguém que ganhou um presente que queria
muito de você.
Ver o nascer do sol.
E Levantar todo dia agradecendo a
Deus por outro lindo dia!

No amor do Senhor.
012

criado por Driane    20:36:49 — Arquivado em: Sem categoria

"Fica decretado que o homem não mais julgará o homem,
e que cada um respeitará seu próximo como o
Rio Negro respeita suas diferenças com o Solimões,
visto que com ele se encontra para correrem juntos
o mesmo curso até o encontro com o Mar."

No amor do Senhor.
012

criado por Driane    12:13:50 — Arquivado em: Sem categoria

30/1/09

MORTE SÚBITA

Morte súbita não significa nada para a pessoa que morre. O significado é todo para os que ficam: família, amigos, colegas de trabalho e até mesmo inimigos. “Não pergunte por quem os sinos dobram, eles dobram por você”. O inesperado da morte súbita atinge os que continuamos vivendo assim como um rasgo no véu da existência indefinida atrás do qual tentamos viver, se pudermos. Algumas vezes somos forçados a encarar a mortalidade de frente, como quando somos confrontados pela morte iminente por doença ou execução, mas não é o curso natural da vida.

A maior parte do tempo nós preferimos não pensar acerca da morte, nem acerca da cessação definitiva dos nossos amanhãs. Ao contrário, planejamos fazer planos, falar sobre a próxima semana, mês ou ano, como se estes futuros nos pertencessem sem dúvidas. Quando um amigo morre subitamente o que se vê é uma miríade de planos subitamente abortados. Há a perda do encontro para almoçar, as férias na primavera, o pagamento do carro novo e assim por diante. Há planos para o próximo ano e agora não há mais o próximo ano. Todos os compromissos e preocupações não são mais preocupação do morto. Ou se transformam em preocupações de outros ou simplesmente desaparecem.

Assim sentimos quando alguém que conhecemos morre subitamente. Um dia a pessoa está lá cheia de vida e em seguida completamente ausente, exceto pelas lembranças. Não há substituição para o morto apenas lacunas na vida de alguns para quem era amigo e família.

"Pai Celeste misericordioso e amoroso, obrigada por todas as dádivas e bençãos do meu dia de hoje.
Abençoa Senhor o meu repouso para que eu possa levantar revigorada para as minhas tarefas.
Me ajude a aceitar com alegria e sabedoria todas as coisas que acontecem na minha vida.
E se, Pai, o Senhor precisar me levar, que me acolha nos teus braços e perdoe todos os meus pecados."

No amor do Senhor.
012

criado por Driane    09:47:15 — Arquivado em: Sem categoria

28/1/09

Sabedoria


Eis um segredo maravilhoso e, entretanto, tão simples de sabedoria do amor em todos os tempos: toda entrega desinteressada, ainda que mínima, toda participação, todo amor, nos faz ricos, enquanto todo empenho pela posse e poder nos rouba forças e nos torna mais pobres.

Souberam-no e ensinaram-no os hindus e depois os sábios gregos e depois Jesus…E desde então vêm repetindo isso milhares de sábios e poetas, cujas obras ultrapassam os tempos, enquanto fortunas e reinos contemporâneos seus se esfacelavam e desapareciam.

Podeis ficar com Jesus ou Platão, com Schiller ou Spinoza, será sempre esta a última e derradeira sabedoria: nem o poder nem a posse nem o saber fazem o homem feliz - só o consegue o amor.

Toda entrega de si, toda renúncia feita por amor, toda dedicação operosa, todo devotamento aos outros, parece ser perda ou atitude inútil. E é, todavia, enriquecimento e engrandecimento de nós próprios.

Este é o único caminho que leva para frente e para o alto. O amor é uma canção antiga: e eu me sinto péssimo cantor.

Mas as verdades não envelhecem e são sempre e por toda parte verdadeiras, quer pregadas no deserto, quer cantadas num poema, quer impressas nas páginas de um jornal. 

* Hermann Hesse

 

No amor do Senhor.
012 

criado por Driane    09:01:14 — Arquivado em: Sem categoria
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