PRO QUE DER E VIER …

”Só me dirijo às pessoas capazes de me entender, e essas poderão ler-me sem perigo.” … …Eu & Marquês de Sade

2/3/10

Memória Curta …♪♫♪

E aí a gente vai largando as chaves, o celular, o papelzinho com o telefone do marceneiro… E nunca sabe onde deixou.
Onde foi mesmo que eu larguei a caneta?
Hum, eu conheço aquele cara não sei de onde…
Como é mesmo o nome dele?

Você é assim também?

Memória fraca, né?
Será que é a idade que vai chegando…
Ou será sabedoria?

Eu gosto de deletar certas coisas da mente.
Se a gente descarta alguns pensamentos, é porque eles não são importantes mesmo.

Outro dia eu esbarrei numa pessoa no shopping.
Olhei, olhei, e senti que aquele rosto era familiar.
Cumprimentei educadamente, mas não parei para conversar.
Acredito que o meu sorriso foi o suficiente pra disfarçar o esquecimento.

Horas depois, em casa, bingo!!!
Lembrei de onde eu conhecia aquela cara.
Foi alguém do passado que me magoou.
A gente brigou e nunca mais se viu.

Senti um alívio danado por não ter lembrado da mágoa naquela hora.

E descobri que memória curta não é coisa da idade, não…
É sabedoria mesmo.
Esquecer um ressentimento é coisa de gente grande.
Gente de bem com a vida.
Gente que não se ocupa de remoer mágoas.

Essa coisa de lembrar só o que é importante e feliz é a tal memória seletiva.
Coisa que todo mundo deveria fazer.

O mesmo com os olhos e ouvidos…
Ouça e veja só o que faz bem pra alma.

Sabedoria pra mim é isso:
Ficar esquecido de episódios tristes.
Surdo de ruídos nocivos.
Cego de visões distorcidas…

Enquanto a memória falha, eu vou ficando melhor como pessoa….
E lembrando só do que vale a pena.
Do que é necessário. Só o essencial.

Confesso que esqueci onde larguei a chave do carro..

Mas eu lembrei de uma coisa ótima:
Não tenho a menor idéia do que me aborreceu ontem…

Porque hoje eu tô muito feliz!

criado por Driane    21:58:55 — Arquivado em: Relacionamentos

19/2/10

Tenha o objetivo em mente…

Começar com o objetivo em mente significa começar tendo uma compreensão clara do destino. Significa saber para onde você está seguindo, de modo a compreender melhor onde você está agora para depois dar o passo na direção correta…

Comece com o objetivo em mente se baseia no princípio de que todas as coisas são criadas duas vezes. Há a criação mental ou inicial e a criação física, ou segunda criação. E isso vale para tudo. Para ter noção do que estamos falando, pegue como exemplo a construção de uma casa. Antes de martelar o primeiro prego, você cria, detalhe por detalhe o que quer. Tenta Ter uma noção bem clara do tipo de residência deseja…

Depois, transforma isso tudo em planta e começa a planejar a construção – tudo isso você faz antes de tocar o solo. Caso contrário, na Segunda criação – a criação física – você vai gastar uma fortuna para fazer as modificações necessárias. Aqui, vale a regra do carpinteiro que é: medir duas vezes, cortar uma…

E isso vale para tudo… Você não imagina como é incrivelmente fácil ser pego pela ilusão da atividade. Na correria da vida, é muito comum ver profissionais trabalhando cada vez mais para subir a escada do sucesso só para descobrir que esta escada estava apoiada na parede errada…

Com freqüência as pessoas conquistam vitórias que se mostram vazias, sucessos que chegam com o sacrifício de coisas que, repentinamente, elas descobrem ser muito mais valiosas. Gente de todos os ramos, freqüentemente batalham para aumentar sua renda, conseguir reconhecimento ou capacidade profissional e, no fim, descobrem que na ânsia de atingir a meta estabelecida, deixaram de ver as coisas que realmente importavam e que foram deixadas no meio do caminho… Por isso, se a escada não estiver apoiada na parede certa, cada passo dado nos levará mais depressa para o lugar errado…

Talvez a fama, reconhecimento, dinheiro e algumas coisas pelas quais lutamos tanto nem sequer façam parte da parede concreta… Podemos viver correndo, ser até muito eficientes, mas só seremos verdadeiramente eficazes quando tivermos o objetivo em mente.

*Adaptado de “Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes” de Stephen R. Covey

criado por Driane    20:46:50 — Arquivado em: Relacionamentos

17/2/10

APELO

Devagar com o andor
Que minh’alma é de dormideira
Ela se fecha em dor
Às vezes, eu queira ou não queira
É que é uma falta de cores
Anteriores
Uns dissabores
Que quase nunca aparecem
Mas que reconhecem
Tom de voz diferente
As pontas dos dedos, quentes
E zupt!
Vêm correndo à tona
Fechar-me toda em medo
Como se eu fosse brinquedo
Que se monta e desmonta.
Mas se tiver paciência
Ciência
Jogar fora o relógio
Inventar um tal ócio
Desmarcar compromisso
Faça mesmo só isso:
Fique
Fique com seu tom de voz
Com sua vontade
Faça assim, deixa ir tarde
O nosso deixar estar.
Fica o tempo que for
Deixa eu me acostumar
Deixa que eu abra minhas folhas
Uma a uma, bem devagar
E entenda, só de olhar
Que eu não sou santa,
Nem doidivana:
Sou planta.
Então seja feito menino pequeno
Com livro de Maurice Druon
Deitado sereno na rede
Dê-me seus olhos, seu ar, seu som
Chuva fina e sonho bom
Menino do dedo verde.

 

Seis da manha

Eu, que uns dias acordo árvore, tenho vontade que façam ninho no meu ombro. Fico querendo a honra de dar de respirar, comer, morar, de fazer sombra, explodir em frutos e nunca ter que ir.
A sorte de passar por todas as estações do mundo sem perder nada da beleza de ser, simplesmente, árvore.
Eu sinto amor-árvore cheio de raízes.
Fundas.
O que eu faço com os amores-pássaro, os amores-chuva, os amores-vento?
Será que aprendo?

Não sei. Mas o que povoa meus sonhos mesmo é um amor-terra.

 

criado por Driane    12:50:02 — Arquivado em: Relacionamentos

Amores Cibernéticos

A Arte da Prudência, a mais conhecida obra de Baltasar Gracián, jesuíta espanhol, é um atemporal oráculo para líderes. Reúne trezentos aforismos elaborados a partir do que ele denomina “sabedoria da vida mundana”. Dentre os mais que atuais e sensatos pressupostos, o de número 33 é, em minha opinião, de inestimável serventia, uma valiosa ferramenta na profilaxia da enfermidade que acomete muita gente: o julgamento precipitado da realidade.

 

Baltasar Gacián y Morales (1601-1658), diferente dos genéricos gurus pós-modernos que, com seus conselhos pífios,  se locupletam com a fragilidade alheia, foi um prosador importante do século XVll, conhecido sobretudo pela sobriedade e concisão nos seus discursos sobre ética e civilidade.

 

Séculos antes do império da solidão que assola a sociedade contemporânea, o pensador já dizia: “Às vezes, entre um homem e outro existe tanta diferença quanto entre um homem e um animal”.

 

Gracián viveu no chamado Século de Ouro. Sua prosa didática influenciou pensadores como La Rochefoucald, Voltaire, Jacques Lacan e principalmente os filósofos Schopenhauer e Nietzsche.

 

Considerar as questões com cuidado e refletir sobre aquelas que mais importam. Os tolos se perdem por não pensar. Nunca enxergam nem a metade das coisas, e, por não perceber nem suas vantagens, nem seu prejuízo, empregam mal o seu esforço.

Alguns ponderam às avessas, prestando muita atenção ao que importa pouco, e pouca atenção ao que importa muito. Muitos nunca perderam a cabeça por não terem cabeça para perder.

Há certas coisas que devemos considerar com todo cuidado e manter nas profundezas da mente.

Os sábios analisam tudo, mergulham nos temas especialmente profundos ou duvidosos: às vezes cogitando que há mais do que lhes ocorre. Fazem com que a reflexão avance além da percepção.” 

 

Esse é o aforismo 33. A ele recorro como um mantra para as horas de descompasso diante de ocorrências insólitas.

 

A notícia é da agência Reuters, publicada em 17.06.2008, pela repórter Chika Osaka, direto de Tóquio. Informa, com entusiasmo de façanha, que uma companhia japonesa produziu um robô de 38 centímetros, com traços femininos, que beija quando recebe a ordem e que começará a ser vendido em setembro por cerca de 175 dólares. “Ela tem um busto grande, é pequena, muito amigável e funciona com baterias“, explana um executivo da empresa.


O alvo da namorada-robô é o homem solitário.

 

 


Uma matéria no Jornal Hoje, da Rede Globo, apresenta a invenção e sua criadora, a artista plástica que a produz - sob encomenda - e suas consumidoras mais assíduas: adolescentes tardias e caprichosas que orgulhosamente ostentam a sua “criança” em carrinhos de verdade, com roupinhas de verdade, pelas ruas (de verdade) e shoppings da cidade. É verdade!

 

Evoco o aforismo 33. Penso e avalio. Negocio com meu romantismo tosco, anacrônico e ectópico e procuro razões que franqueiem o modismo.

 

Talvez - eu disse talvez -, a novidade robótica tenha lá suas vantagens. No caso da robozinha oriental, ela não sofre por conta do narcisismo idiossincrático do defeituoso homo-sapiens e seus sub-produtos, como egoísmo, compulsão pelo poder, ciúme e a contemplação das imagens turvas de egos extra-large. Assim sendo, não entrará em conflitos e choques com o seu proprietário.

 

Quanto à exótica boneca brasileira, ela não come, logo, não aprende na incipiente infância a fazer birra. Dorme numa caixa - criança não dá pra guardar no armário ou debaixo da cama -, não chora à noite, não regurgita, não tem pesadelos, não cresce, não fica exposta aos perigos do mundo louco e, melhor, não carece de educação e prescinde de futuro. Não é o máximo?…

 

Em velozes tempos de amores céleres, volatilidade de desejos, excessos de compromissos e carência de comprometimentos, a novidade da robótica pode ser a cura para os relacionamentos predatórios e a solução para os danos do abandono material, moral e emocional de crianças mundo afora. Afinal, máquinas não têm necessidades esquisitas, não têm sonhos absurdos, não sofrem com maus tratos. Máquinas não choram.

 

Já imagino o meu “Blade Runner”, o meu andróide-sonho-de-consumo: o corpo do Paulo Zulú, os olhos do Chico Buarque, o olhar do Alain Delon, a agilidade do McGiver, viril como o “homem de Marlboro”, vestido no figurino do James Dean. E, se vier com voz, que seja a do Arnaldo Antunes.

 

Ah!… e o “charme” incalculável do Eike Batista.

 

Eu e *Maria Balé

 

criado por Driane    12:15:55 — Arquivado em: Relacionamentos

15/2/10

A harpa mágica da vida

Em um venerado mosteiro conservava-se uma harpa mágica, da qual, segundo os antigos oráculos, brotaria uma melodia maravilhosa no dia em que fosse dedilhada por um artista capaz de tocá-la devidamente.

Atraídos pelo oráculo e com a esperança de se tornar famosos, muitos iam ao santuário, garantiam que eram grandes harpistas e pediam para que lhes deixassem tentar tocar a harpa mágica.

Mas todos fracassavam, do instrumento só saiam os mais desagradáveis ruídos.

Tanto os monges que viviam no mosteiro como todo o povo do lugar já haviam perdido as esperanças de que pudesse aparecer alguém
capaz de tocar aquele instrumento misterioso quando, um dia, apresentou-se ali um humilde homem.

Era um desconhecido e ninguém imaginava que chegaria a conseguir aquilo que tantos músicos célebres haviam fracassado.

Quando o homem começou a dedilhar o instrumento com delicadeza, como se estivesse acariciando as cordas com os dedos, tinha-se asensação de que a harpa e o harpista haviam sido fundidos em um único ser.

Durante bastante tempo, que a todos lhes pareceu como um segundo, ouviram uma melodia com a qual sequer poderiam ter sonhado.

Por fim, o homem acabou de tocar e devolveu com grande reverência a harpa aos monges, estes maravilhados, perguntaram-lhe como conseguira tocar aquela música com um instrumento do qual os mais famosos músicos
não haviam sido capazes de tirar sequer uma nota afinada.

Então o homem respondeu com grande humildade: todos os que me precederam na tentativa chegaram com o propósito de usar a harpa para se envaidecer.

Eu, apenas me submeti inteiramente a ela e emprestei-lhe meus dedos, para que não fosse eu a lhe impor minha música, mas que ela pudesse cantar tudo o que leva dentro de si.

Então, a madeira da harpa, que havia sido uma árvore centenária vibrou para cantar o ritmo do sol e da lua, os resplendores da aurora e do ocaso, a força do vento, o rumor da chuva, o silêncio das nevadas, o calor do verão e o frio do inverno, a ilusão de tantas primaveras e a tristeza do outono; em suma a história da própria natureza.

É um instrumento maravilhoso que não pode ser tocado por aqueles que estão cheios de si mesmos, é preciso esvaziar-se diante da harpa para deixar que ela mesma toque a sua melodia.

Às vezes em nossas vidas também precisamos esvaziar nossa mente e nossas atitudes e deixar que ela tome seu rumo, conforme a vontade do Criador…

 

(Autor Desconhecido)

criado por Driane    09:18:29 — Arquivado em: Relacionamentos

14/2/10

O fim está próximo: e daí? …

Quando assisti ao filme catástrofe “2012” ri muito no final. Apesar das cenas espantosas de gente morrendo qual mosca, o roteiro é tão inverossímil que não houve jeito senão gargalhar. Como sempre, Hollywood abusa do estilo água-com-açúcar recheado com figuras carismáticas. O mundo do cinema americano é dual, em preto-e-branco, num forte contraste com a imensidão de cores que invade a telona. Lembrei-me depois que filmes assim são como as novelas da TV: é preciso estar preparado, de antemão, para curtir a diversão.

Antes do filme, porém, eu já ficara assustado ao saber que gente séria acredita piamente que o mês de dezembro de 2012 trará mudanças traumáticas para a humanidade. Não é de hoje que encontro gente que vive prevendo o pior aos 43 minutos do segundo tempo… Esta relação atávica com um passado até hoje indecifrável rege as relações entre o homem e o desconhecido desde sempre. Me lembro de quando menino do encanto que histórias como a de Noé, ou a de Adão e Eva no Paraíso, provocavam em minha mente infantil. Tudo ruiu quando fui apresentado às teorias de Darwin, que me ensinaram que a ciência é, acima de tudo, forte comprovação de nosso livre arbítrio. Mais que isso: ensina que é preciso, antes de aceitar as versões que nos vendem, a verificar a origem da informação, o que ela traz de verdade e a quem de fato interessa.

Não nego a força espiritual que nos escapa entre os dedos, a bagagem religiosa reunida por séculos de cultura e tradição de inúmeros povos, tampouco nossa ignorância secular. Mas justamente por tudo isso é que me avoco o direito da dúvida, afinal de malandro a Terra está cheia. Mas apesar de tudo, vejo uma enorme utilidade nessa celeuma, seja ela coisa de loucos, seja de fato um aviso do divino: é uma oportunidade – mais uma - para que pensemos no fim. Sim, saber que um dia todos nós morreremos é a única certeza que temos. O problema é que agimos o tempo todo como se fossemos eternos sobre a Terra…

Um 2012 de vez em quando vem nos lembrar daquilo que passamos a vida a esquecer: de que a qualquer instante nosso prazo de validade – ou de alguém muito querido – pode estar muito próximo. O que fazer com essa informação? Não me pergunte. Você, como eu, conhece bem a resposta. Mas como eu, e muita gente, só vai pensar nisso, quem sabe, depois do Carnaval, né?

*A.P.

criado por Driane    09:49:01 — Arquivado em: Relacionamentos

13/2/10

CRIMES NA “COLHEITA FELIZ” …

Há vários estudos sobre os crimes e pragas virtuais que nos colocam “lado a lado” com o criminoso virtual. Estes estudos nacionais e internacionais procuram educar o povo no uso da internet. Há um esforço internacional para a localização dos criminosos virtuais e sua punição. Recentemente o Orkut criou um sistema de lazer interessante, o “Colheita Feliz”, que permite junto com o lazer o incentivo a escolarização para a iniciação ao mundo do crime virtual. Um “jogador” se diverte, treina algo sobre administração e pode se iniciar na “arte” de roubos e destruição da “fazenda” do “amigo” jogando pragas. O criador do aplicativo permite a reprodução do caráter moral e ético do jogador nesta “realidade” neste mundo virtual. Há um tempero ideal, inocência e lazer para acolher o hediondo dos roubos e disseminação de pragas. A discussão é ampla, e pode levar para campos muito amplos também, mas é importante observar os grandes esforços nacionais e internacionais no combate justamente a estes crimes digitais. Digite no Google “crimes virtuais” para uma rápida noção que lidamos com algo grave. Ao criar um espaço para o lazer é lamentável que pela via deste campo haja incentivo a práticas que tem sido combatida mundialmente. Depois de ouvir sobre isso de muitas pessoas que já tem sido constantemente alvo de ataques virtuais e que começaram a formam um grupo policial para vigiar as fazendas. Em alguns casos escondidos no anonimato, pois nem sempre se pode identificar quem roubou ou quem jogou pragas, proliferam os que procuram fazer este tipo de crime sob a marca da brincadeira.

É curioso este tipo de “amigos” que roubam e jogam pragas uns nos outros por brincadeira. Este procedimento é uma semente de má qualidade que formatará em direções inadequadas. Observamos uma constante na história da humanidade e agora nesta idade mídia a dificuldade de se criar algo bom e a marca do caráter do ser humano que sempre deixa transparecer sua essência.

*de: Heber Zenun (Um árabe Cristão)

criado por Driane    11:40:35 — Arquivado em: Relacionamentos

HOJE É MEU ANIVERSÁRIO!

Hoje é meu aniversário. Ou amanhã, ou depois, ou ontem,
ou anteontem,

dependendo do dia em que você estiver lendo esta crônica.

Hoje, dia treze de fevereiro, é meu aniversário.

Nasci em uma tarde de domingo, às treze horas e quarenta e

três minutos, diz minha mãe. Como é que ela tem a precisão
deste quarto dehora, não sei, mas é assim que ela diz.

Neste dia, treze de fevereiro, nada de muito especial aconteceu  
na história da Humanidade, mas, Hoje é meu aniversário!

Hoje é meu aniversário e eu tenho de comemorar.

Pelo menos é o que dizem minhas filhas.

Comemoro a meu modo: Escrevendo.

Agradeço a todos que me ligaram, me ligam e me ligarão pelos parabéns

(procura-se um etimólogo que me diga de onde
surgiu palavra tão feia: PARABÉNS!)

Mas tenho de ser sincera com vocês: eu aprecio muito esta coisa de aniversário,
mas, fico com o pé atrás. É que no meio dos abraços sinceros sempre
há os abraços de urso e eu não gostaria de ter a exata noção da Humanidade
justamente hoje, dia treze de fevereiro.

Ano após ano, contudo, comemoramos, e levantamos taças e barris e garrafas
e latas e comemos o que estiver na nossa frente, para no ano que vem

repetirmos tudo de novo, com uma estranha torpeza que se revela no nosso

infantil olhar de incredulidade quando gritam: surpresa!

E começam a cantar o parabéns-pra-você.

Hoje é o meu aniversário. Com certeza vai ter bolo.

Mas eu queria mesmo era um parabéns silencioso, sem muito alarde.

E bolo, gente, vocês sabem que eu aprecio muito bolo e vou adorar
comer bolo com minha família…

Bem, mas hoje é meu aniversário e eu me sinto liberta para acreditar
que vai ter bolo, que vão me fazer corar e falar um monte de palavras lindas.

Porque hoje é o meu aniversário e também, se não tiver bolo,
eu não gosto de bolo mesmo. ..

Hoje é o meu aniversário e vou ganhar beijos e abraços.

Isso realmente me deixa feliz.

Como eu quero um beijo silencioso  neste meu aniversário…!

“Ah, se já perdemos a noção da hora” e pular para os versos

“se na bagunça do teu coração meu sangue errou de veia e se perdeu”

e não vou ter medo da pieguice porque eu sou apaixonada!

E hoje, só pra lembrar, é meu aniversário.

Hoje é meu aniversário e vou me cercar de pessoas queridas.

Também vou  lembrar daquelas que me abandonaram ou que eu abandonei.

Aquelas que a vida vai deixando pelo caminho, como numa batalha
os generais deixam no campo os feridos.

Vou me cercar de amigos estranhos, que não sabem metade dos meus pecados
mais graves e com eles vou me abraçar.

Incrível, mas só com estes meus amigos é que eu consigo chorar ultimamente.

Talvez porque conheçam a nova Cláudiadriane, que emergiu depois 
da cirurgia bariátrica.

Dos que partiram, alguns ficarão na saudade. Outros nem tanto.

Onde será que andam as pessoas que conheci lá nos anos oitenta,
anos noventa, anos dois mil e tantos?

Todos  morreram, de certo modo, e meu coração, por este prisma,
é um grande cemitério com fotografias desbotadas em placas de bronze vagabundo,
com uma longa epígrafe para cada defunto. Meus amigos, meus defuntos.

Hoje é meu aniversário e eu vou ficar bem.

Hoje, é meu aniversário!

Hoje é meu aniversário vocês perceberam que eu não falei minha idade
neste texto, né?

Pois é, eu sei que tem um monte de gente que vai implicar com isso, mas é

segredo de Estado minha idade alguns até pensam que sabem…

Por quê?

Porque sempre me julgaram mal por eu ter mais idade do que imaginavam.

Então que imaginem uma idade para mim e que vivam com  isso.

Afinal, como diz a Cinthya, tenho é que celebrar.

Hoje é meu aniversário.

Vou ganhar, sim, um beijo silencioso de você,

(aliás, já me sinto beijada).  De algum modo.

Vou comemorar.

Vou  viver intensamente este dia.

Afinal, hoje é meu aniversário.

Como Posso Dizer que não sou feliz?

Sim, eu sou MUITO FELIZ!

 

criado por Driane    09:59:42 — Arquivado em: Relacionamentos

12/2/10

Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás

Um dia, numa rua da cidade, eu vi um velhinho sentado na calçada
Com uma cuia de esmola e uma viola na mão
O povo parou pra ouvir, ele agradeceu as moedas
E cantou essa música, que contava uma história
Que era mais ou menos assim:
Eu nasci há dez mil anos atrás
e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
Eu vi Cristo ser crucificado
O amor nascer e ser assassinado
Eu vi as bruxas pegando fogo pra pagarem seus pecados,
Eu vi Moisés cruzar o mar vermelho
Vi Maomé cair na terra de joelho
Eu vi Pedro negar Cristo por três vezes diante do espelho
Eu nasci
Há dez mil anos atrás
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
Eu vi as velas se acenderem para o Papa
Vi Babilônia ser riscada do mapa
Vi conde Drácula sugando o sangue novo
e se escondendo atrás da capa
Eu vi a arca de Noé cruzar os mares
Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares
Eu vi Zumbi fugir com os negros pra floresta
pro quilombo dos palmares
Eu vi o sangue que corria da montanha
quando Hitler chamou toda a Alemanha
Vi o soldado que sonhava com a amada numa cama de campanha
Eu li os simbolos sagrados de Umbanda
Eu fui criança pra poder dançar ciranda
E, quando todos praguejavam contra o frio,
eu fiz a cama na varanda
Eu tava junto com os macacos na caverna
Eu bebi vinho com as mulheres na taverna
E quando a pedra despencou da ribanceira
Eu também quebrei a perna
Eu fui testemunha do amor de Rapunzel
Eu vi a estrela de Davi brilhar no céu
E praquele que provar que eu tou mmentindo
eu tiro o meu chapéu …

*Raul Seixas

criado por Driane    10:54:18 — Arquivado em: Relacionamentos

CADA PROMESSA

Situações e circunstâncias
Me fazem temer e desistir
Mas as promessas do meu Deus não morrem jamais
Me mostram quem eu realmente sou
Tudo que eu posso e tudo que é meu
Minhas palavras liberam minha fé
E o que declaro muda situações

Eu vou viver cada promessa
Não abro mão de tudo que Deus me prometeu
Leve o tempo que levar
Sei que eu vou conquistar
Deus com Seu poder se moverá
Minha hora vai chegar

criado por Driane    10:12:23 — Arquivado em: Relacionamentos
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